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d-sarmonica:

Aquela garota boba que acreditava em tudo e em todos não existe mais. Ela cresceu, amadureceu e hoje, ela é fria. Ela não é mais a menina ingênua que todos conheciam. Ela passou a amar menos, se apegar menos e sofrer menos. A partir daquele dia, ela decidiu que não iria sofrer, e muito menos chorar por qualquer outra pessoa. Sim, agora ela era muito diferente e tinha muito orgulho disso, pois ser igual a tantos é chato e enjoa.  Agora ela acreditava que seu propósito no mundo era viver e ser feliz. Viver por ela e para ela. Nada de parar no tempo e esperar pessoas que talvez nunca venham. Seu sorriso. Ah! Aquele sorriso, agora era sincero, mas há algum tempo atrás era só uma máscara que ela usava para esconder sua dor, sua tristeza. Ela não é um estereótipo de garota perfeita, e nem tem o desejo de ser. Ela só queria ser ela mesma, ter sua liberdade, ser livre. Não depender de outros para ser completamente feliz. Ela sempre seguiu a razão, pensa antes de fazer qualquer coisa. Mas ela sabia quando deveria existir uma exceção, por isso, ela às vezes seguia o coração. Mas é só às vezes. Só quando ela sentia que valia a pena. Usava jeans rasgado e um all star surrado, disso não abrira mão. Curtia rock, ao invés de pop, jazz e blues. Preferia batata frita e refrigerante a salada e suco. Gostava de coisas simples, gestos simples. Gostava de atitudes, não de palavras. Não gostava de coisas intensas, achava muito exagero, até porque o que é demais enjoa e a falta faz mal. Ela era assim, uma garota média. Aos sábados à noite não iria a festas e baladas, preferira ficar em casa lendo um bom livro. Adorava boas histórias, mas não com finais felizes para sempre, por que ela sabia que o pra sempre sempre acaba. Ela queria escrever a sua história, sem contos de fada e sem ficções, mas com um romance, com um mistério, com poucos detalhes, com poucas mágoas, mas com sorrisos sinceros. Ela só queria fazer a sua história, só queria fazer a sua vida. De um modo diferente, sendo diferente. Ela não era como uma daquelas meninas populares e metidas, ela era na dela, se importava com o que era dela e cuidava-se antes de tudo.  Ela era saudável, distribuía sorrisos por onde passava, era encantador o jeito e a facilidade de como ela conseguia superar dores passadas. As coisas foram em bora, virou-se passado, mas as lembranças e as dores, as feridas ficaram ali, no mesmo ligar onde sempre estiveram, e não importa a quantidade de dias ou anos que passem, ficará aqui, sempre. Eu presava de carinho, eu precisava de atenção, ser independente e simples nem sempre é tão fácil, enfrentar tudo sozinha, muito menos. Nem tudo tem cura, nem tudo fica bem e tão fácil em tão pouco tempo, na verdade… Nada é fácil, nunca foi, e jamais será.(pequena-suicida) and (f-eridas)

E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do celular e do coração. Você me deletou. E eu fiquei quietinha, te esperando, rezando pra você ver que amor maior não tem.

Tati Bernardi.  (via m-i-l-o-n-g-a)
Antes escrever me fazia bem sabe? Era uma maneira de aliviar, de por tudo o que me fazia mal pra fora, era como desabafar, ou desabar, tanto faz. E hoje, hoje faltam palavras. Sabe como dói querer escrever, por todos os meus sentimentos na escrita mas não encontrar as palavras certas pra se expressar? Ter o assunto para o texto eu até tenho, sei sobre o que falar mas não consigo armar o texto de uma forma que entendam meu desabafo, de uma forma que um dia eu possa reler e entender frase por frase, entender oque estava sentindo no momento que escrevi o texto. Isso é bastante sufocante. É como se eu quisesse gritar, mas ser muda. Como se as palavras que preciso estivesse entaladas em minha garganta, lutando pra sair. Descobri que a falta de palavras dói, dói demais.

Os minutos que a gente tem juntos viram dias e semanas em câmera lenta, dentro da minha cabeça. Meu coração está vazio, sem mobília. Mas tudo que eu preciso agora é de espaço pra te construir dentro do meu peito, com as poucas peças que tenho em mãos.

Beeshop. (via rockandsoda)